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8 erros no cálculo do BDI de uma obra que você tem que evitar

O BDI é usado para auxiliar na criação de orçamentos de uma obra, sendo importante também para formar o preço de venda do imóvel. Ele considera as despesas indiretas, permitindo que se chegue aos custos reais de cada empreendimento.

A fórmula do BDI envolve os custos de Administração Central, Custo Financeiro, Seguro, Garantias, Serviços e muito mais. Neste conteúdo, confira as melhores dicas para evitar os erros mais comuns ao calcular o BDI de uma obra.

8 erros no cálculo do BDI

Algumas práticas para fazer a conta do BDI são conhecidas. Por exemplo, o levantamento de dados sobre as despesas indiretas, o uso da fórmula que vem do CBIC e o uso de índices do mercado da construção civil.

No entanto, com a prática, os responsáveis acabam caindo no “piloto automático”, o que pode ocasionar erros. Confira 8 deles.

1 – Não usar dados confiáveis no cálculo do BDI

A tomada de decisão do engenheiro de projetos ou projetista que está por trás desse estudo deve ser baseada em dados confiáveis. O “achismo” é um dos erros mais comuns no cálculo do BDI e também de outros índices da construção civil.

A melhor maneira de fazer isso é usar referências aprovadas e informações embasadas em dados técnicos. Nessa hora, vale a pena pensar em pesquisas municipais e nacionais, além de usar um software moderno e com tecnologia apropriada.

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2 – Não atualizar os dados dos orçamentos

O BDI tem um cálculo padrão. A fórmula pode ser usada para todos os tipos e tamanhos de empreendimentos. No entanto, o erro não é usar essa mesma fórmula, mas sim não atualizar os dados de cada um dos orçamentos.

O famoso “copiar e colar” pode dar errado. Isso porque cada obra tem as suas próprias necessidades. O que quer dizer que um padrão mais luxuoso tem mais gastos do que o padrão mais modesto.

E até para quem trabalha com empreendimentos parecidos, o ideal é atualizar todas as informações, que podem gerar diferenças significativas no orçamento da obra. Lembre-se sempre do objetivo do BDI: levar em conta os gastos indiretos da construção.

3 – Não considerar os impostos municipais

Esse é um dos impostos que mais mudam no BDI, o dos municípios. Assim como alguns estados, determinadas cidades podem ter permissões próprias que devem ser incluídas nessa conta.

O erro é se basear na cobrança do imposto de onde a empresa está sediada.

O certo é usar o imposto do local onde a construção vai acontecer. Durante o dia a dia pode parecer mais fácil usar os mesmos percentuais, só que mudando a cidade também muda a cobrança, então, é preciso considerar isso. Evite o piloto automático.

4 – Não incluir a logística no cálculo do BDI

O Brasil é um país muito grande e a logística tem um peso grande nisso. Então, o erro está em usar como base alguns conceitos internacionais, de países que possuem outras condições de transporte e que não consideram o mesmo peso da logística nos gastos indiretos.

Além disso, os atrasos na entrega de produtos e serviços são mais comuns do que deveriam na construção civil, o que pode trazer ainda mais prejuízos. No entanto, o que nem todo mundo sabe é que esses atrasos são, em maioria, causados pela falha na logística.

No cálculo do BDI, o mais assertivo é considerar o período da entrega dos materiais a partir de uma média de tempo de deslocamento. E sempre considerando eventos adversos.

5 – Não somar os custos de riscos da obra

Os acidentes e os imprevistos podem acontecer a qualquer momento durante uma obra. Por isso, eles precisam estar no BDI. O erro está em achar que por seguir todas as medidas necessárias para prevenir esses acidentes, ainda assim, eles podem acontecer.

Uma falha no canteiro de obras ou um dia de chuva podem atrasar a obra, por exemplo. Os custos extras precisam estar no BDI para que o projeto tenha um orçamento correto e para que o Valor Geral de Vendas seja justo para construtores e compradores.

6 – Não incluir a produtividade da equipe

Já parou para pensar que há o custo de profissionais na conta do BDI? E esse percentual envolve diversos outros fatores, como o tempo de aluguel de equipamentos, a quantidade de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), etc.

Nessa hora é preciso levar em conta o raciocínio de usar dados e médias para fazer as contas. Infelizmente, muitos gestores inventam prazos que não são reais a fim de diminuir os custos da obra. Só que, mais tarde, isso traz problemas sérios.

7 – Não levar em conta as especialidades dos serviços

Além da produtividade da equipe, saiba que alguns serviços são feitos apenas por especialistas, seguindo tendências, o que os tornam mais caros. O ideal é que o preço esteja incluído no BDI para condizer com o projeto final de uma construção.

O mesmo vale para o uso de materiais especiais e diferenciados, que custam mais caro. Ainda que menos comum, há ferramentas que são difíceis de serem conseguidas e possuem um preço de compra ou locação mais alto. Tudo isso precisa ser considerado.

8 – Não considerar o custo-benefício dos materiais

Esse é um erro fatal e que engana muita gente. O motivo é que em um primeiro momento, ele parece que não vai gerar efeitos colaterais, só que no decorrer da construção, os responsáveis notam que o erro custou bem mais caro do que se imaginava.

O erro é optar por produtos de baixa qualidade pensando em custos indiretos menores. Com isso, o padrão da obra também diminui e, ainda que exista uma vantagem no orçamento, ela é falsa. O prejuízo pode levar as empresas a responder por crimes, por exemplo.

Por que evitar os erros no cálculo do BDI

O preço é um dos pontos mais importantes para o consumidor que está em busca de um imóvel. Para quem constrói, mais do que oferecer um bom preço, o indicado é pensar no custo-benefício do projeto, o que se torna um diferencial competitivo neste mercado.

Então, a conta é: os construtores precisam minimizar os custos altos para que o preço da venda do imóvel seja justo para o cliente. E o BDI atua nesse cálculo de custos indiretos. Só que para diminuir o resultado, alguns gestores cometem falhas, como vimos acima.

Assim, são muitos os erros que podem prejudicar uma construtora. Na hora de calcular o BDI, elas podem trazer um efeito colateral muito grande. Por isso, é preciso fazer as contas com cuidado, levando em conta a experiência e a transparência com o cliente.

Com o BDI, a empresa pode ter um melhor controle de custos de insumos e serviços, entre outros, garantindo a margem de lucro do projeto imobiliário.

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