A sua obra está dentro do prazo e cumprindo todas as etapas com base nos custos planejados? Se você não tem uma resposta para isso é porque não está medindo a evolução do empreendimento. Os índices da construção civil têm essa finalidade: aferir resultados ao longo do tempo.
Ainda que tenham metas parecidas com as de outros mercados, o fato é que dentro da construção civil esses indicadores se tornam essenciais para monitorar os gastos e a qualidade do serviço prestado. Além disso, o preço final do imóvel será justo para quem compra e para quem vende.
Os 7 índices da construção civil
Os usos desses índices serão importantes para que se tenha uma ideia mais realista da curva de gastos do seu novo empreendimento. Afinal, ela nunca é linear. Eles também trazem segurança, no sentido de que torna possível acompanhar toda a obra prevendo riscos.
Para o consumidor final, um dos benefícios de lidar com construtoras que se apoiam em indicadores é a qualidade e a certeza de saber que o produto será entregue dentro dos melhores padrões e prazos. Portanto, eles são importantes para evitar custos a mais e entregas fora do prazo.
Conheça os índices mais comuns e mais usados na construção civil.
1 – INCC
O Índice Nacional de Custo de Construção é um dos mais famosos índices da construção civil nos dias atuais. Ele funciona como um banco de dados que é referência na análise de custos e insumos em toda a cadeia. Apesar de muito usado hoje, a criação do índice é de 1944 pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
As construtoras usam o INCC para se orientar e criar orçamentos mais assertivos, servindo como manutenção do poder de compra. Outro benefício é que permite o acompanhamento de aumentos direcionados a esse mercado, como o de salários de pedreiros e serventes.
2 – BDI
BDI é Budget Difference Income, isto é, Benefícios e Despesas Indiretas de uma obra. Logo, também temos um índice que é usado para auxiliar os orçamentos na construção civil, especialmente no que diz respeito à venda de imóveis.
Apesar de existirem várias fórmulas para o BDI, no Brasil usa como padrão a do IBEC (Instituto Brasileiro de Engenharia de Custos). Ah, os custos indiretos de uma obra são aqueles que não estão ligados aos insumos da execução da obra, mas possuem peso no produto final.
3 – CUB
CUB é o Custo Unitário Básico. O cálculo é feito com base nos preços dos materiais de construção, a mão de obra e os equipamentos. Ou seja, o resultado é um valor que representa o quanto se gasta, na média, em cada metro quadrado de uma obra.
Por isso, também será comum você ler sobre o CUB/m², afinal, a medida se dá por metro quadrado. O cálculo oficial é feito por Sindicatos do Setor e pelo CUB Médio Brasil, ao passo que a responsabilidade fica pela CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção).
4 – TCPO
TCPO é a Tabela de Composição de Preços para Orçamentos. O objetivo dela é permitir que a obra tenha um melhor controle de preços. A sua criação é uma das mais antigas entre todos os índices da construção civil, sendo de 1955.
Atualmente, a versão final da TCPO fica por conta da PINI, que também é responsável por fazer outros estudos da área, como CUPE (Custos Unitários de Edificações) e IPCI (Índice de Custos da Construção Industrializada).
5 – SINAPI
SINAPI é Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices. É focado na construção civil desde 1969 e tem a finalidade do acompanhamento de gastos e da criação de planejamentos financeiros mais assertivos em toda a obra.
O SINAPI tem um valor muito importante para o mercado porque usa o compartilhamento de informações da Caixa Econômica Federal e do IBGE (Índice Brasileiro de Geografia e Estatísticas). A tabela usa várias referências analíticas para gerar um índice final.
6 – FIPE
A FIPE é a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas. Ela é responsável por vários índices da construção civil – e não apenas de automóveis, como muita gente conhece. Um deles é o FipeZap, que foca no preço de imóveis de aluguel e de venda.
No país, ele é considerado o primeiro indicador para que se faça acompanhamento sistematizado da evolução dos preços do mercado de imóveis. Por isso, é uma referência nova, mas bastante interessante para os agentes e analistas.
IPOP
Outro índice da FIPE muito conhecido no setor da construção civil é o IPOP, só que ele é estadual. O IPOP é o Índice de Preços de Obras Públicas do Estado de São Paulo, sendo calculado pela FIPE para a Secretaria da Fazenda do Estado.
Ele existe desde a década de 1970 e é publicado oficialmente no Diário Oficial do Estado de São Paulo. Assim, serve como base para reajustes de contratos em obras públicas a partir da Administração do Governo Estadual.
7 – VGV
VGV é Valor Geral de Vendas. Diferente dos índices acima, a ideia está muito mais focada no lado comercial de uma obra. Isso porque a conta feita tem a ver com o número de unidades disponíveis em uma construção, trazendo o valor médio de cada uma delas.
Então, com o resultado, os responsáveis podem obter a soma do potencial de venda das unidades disponíveis ali. A importância do VGV tem a ver, especialmente, com o fato de que indica se aquele empreendimento dará lucro e qual será esse lucro das vendas.
Usando os indicadores da construção civil na prática
A verdade é que hoje em dia muitos gestores de construtoras e incorporadoras ainda possuem dúvidas sobre como trabalhar com os índices. Em meio aos números e as fórmulas pensam que é complicado demais, o que nem sempre é verdade.
O motivo é que existem planilhas e softwares que fazem as contas automaticamente, a partir do preenchimento de alguns dados iniciais. Nessa indústria, como vimos acima, existem diversas possibilidades de se medir o andamento e o sucesso de uma obra.
A partir disso, o desafio passa a ser a coleta de informações, ainda mais em um dia a dia onde muito se produz a partir das obras. Ao mesmo tempo, mensurar o avanço das etapas, a produtividade das equipes e os prazos é imprescindível para se obter os melhores resultados.
Com as novas tecnologias, é possível ter dados em tempo real e indicadores estratégicos. Ao passo que a previsão de fluxo de caixa e orçamentos se torna um diferencial, permitindo a correção rápida de falhas ou até mesmo o impedimento delas. Pense nisso!
Aliás, será que o seu empreendimento é viável para o padrão de consumo que está na sua meta inicial? Essa é só uma das perguntas que os índices da construção civil podem responder.

